O Senado deve concluir nesta quarta-feira (23) a votação da reforma da Previdência. A sessão está prevista para começar às 9h. O texto-base foi aprovado na terça (22), mas dois destaques que tratam da aposentadoria especial não foram votados.
Os senadores chegaram a rejeitar outros dois destaques, mas, após um impasse no plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), adiou a conclusão da votação.
Um destaque do PT e outro da Rede ficaram para a sessão desta quarta diante do risco de o governo sofrer uma derrota. Houve uma discussão sobre uma sugestão do senador Paulo Paim (PT-RS) que, segundo a equipe econômica, prevê a recriação de uma aposentadoria especial por categoria para quem trabalha em condições perigosas. Isso foi extinto em 1995.
Se o plenário aprovasse esse item, o impacto da reforma da Previdência seria reduzido em R$ 23,2 bilhões em uma década. Senadores de partidos independentes, como MDB, pediram esclarecimentos sobre o efeito desse trecho da reforma. Paim quer retirar um trecho que proíbe a concessão de aposentadoria especial por periculosidade por categoria.
O destaque da Rede prevê a retirada do critério de idade mínima para trabalhadores expostos a agentes nocivos. Para derrotar as duas investidas da oposição, o governo precisa do apoio de 49 dos 81 senadores.
Na versão do texto-base, a reforma da Previdência pode alterar regras de aposentadorias e pensões para mais de 72 milhões de brasileiros, entre trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. Esse número, no entanto, pode ser alterado a depender da conclusão da votação.
Fonte: O Sul