A Associação dos Delegados da Polícia Federal disse que a troca na chefia da escolta de Bolsonaro é estratégica

  20/09/2018 - 9:23

A ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal) divulgou uma nota na noite de quarta-feira (19) dizendo que a troca na chefia da escolta do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que sofreu um atentado em Juiz de Fora, em Minas Gerais, foi estratégica e não teve relação com o ataque. O candidato se recupera na unidade de terapia semi-intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Segundo a associação, a substituição de Daniel França por Antonio Marcos Teixeira “trata-se de uma decisão estratégica da instituição [Polícia Federal] e não guarda relação com os fatos ocorridos no dia 6 de setembro”, dia do ataque.

“Daniel França continuará exercendo suas funções apoiando a Coordenação de Proteção à Pessoa na segurança de candidatos à Presidência da República”, destacou a nota. Daniel França é delegado há mais de 12 anos. “Especificamente na área de segurança de dignitários e autoridades, coordenou e/ou participou da segurança dos presidentes Lula e Dilma, em parceria com o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do então primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, entre outras autoridades nacionais e internacionais.”

França foi criticado por policiais federais por não estar em Juiz de Fora no dia atentado contra Bolsonaro. “No dia do atentado ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, Daniel França estava em Brasília por ter sido convocado pela Coordenação de Proteção à Pessoa para tratar de assuntos afetos à missão, tarefa compatível com sua atribuição de coordenação.”

A nota diz que França não conduziu qualquer investigação sobre ameaças ao candidato Jair Bolsonaro. A ADPF também trata do fato de os agentes da escolta do presidenciável estarem sem rádio no dia do incidente. “Quanto à utilização de rádios no dia do atentado, esses equipamentos fazem parte do rol de soluções de comunicação possíveis em operações de proteção aproximada. Contudo, a depender do cenário, como no caso de corpo a corpo em aglomerações, o seu emprego fica limitado”, afirmou o comunicado.

“Embora a aquisição de equipamentos modernos, como pontos eletrônicos, seja sempre o ideal a ser buscado, a falta deles não pode ser considerada como fator determinante. A extração do candidato do local do atentado até o hospital levou cerca de 12 [doze] minutos, o que foi reconhecido pela equipe médica como fundamental para a sobrevivência de Jair Bolsonaro. Portanto, não há reparos a serem feitos na atuação do dr. Daniel França e de sua equipe.”

FONTE: O SUL

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