O primeiro a ser convocado para o Palácio de Matignon, residência oficial do primeiro-ministro, foi a presidente da câmara de Paris, a socialista Anne Hidalgo
O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, iniciou, nesta segunda-feira (3), uma rodada de reuniões para receber os chefes dos partidos políticos e procurar uma saída para a crise dos “coletes amarelos”, que continuam em protesto em diferentes partes do país. O primeiro a ser convocado para o Palácio de Matignon, residência oficial do primeiro-ministro, foi a presidente da câmara de Paris, a socialista Anne Hidalgo, que chegou poucos minutos antes das 8h30 locais (5h30 em Brasília).
É também esperado hoje no Palácio de Matignon a líder da formação de extrema direita União Nacional (antiga Frente Nacional), Marine Le Pen, o primeiro secretário do Partido Socialista, Olivier Faure, o presidente dos republicanos conservadores, Laurent Wauquiez, e Stanislas Guerini, o novo delegado geral do partido Em Marche!, do presidente Emmanuel Macron.
O líder da formação esquerdista França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, que como Le Pen pediu a dissolução da Assembleia Nacional para a convocação de eleições legislativas, poderá não comparecer e ser substituído por membros da sua equipe.
Édouard Philippe planeja continuar a rodada de negociações nesta terça-feira (4) com representantes dos “coletes amarelos”. Na última sexta-feira (30), a reunião entre os manifestantes não foi psurtiu efeito.
Protestos
O fim de semana ficou marcado na França por violentos protestos do movimento dos “coletes amarelos”, sobretudo por desacatos em Paris e por atos de vandalismo no Arco do Triunfo. O monumento, que é símbolo emblemático de Paris e da própria França, foi pintado, o seu museu saqueado e uma estátua partida, à margem dos protestos.
Os últimos dados sobre sábado (1º) indicam que 136 mil pessoas se juntaram à mobilização dos “coletes amarelos” e que houve 263 feridos.
O porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, não quis adiantar, na manha de hoje, qualquer informação sobre se o governo vai ceder ao que desde o início foi a primeira reivindicação dos coletes amarelos’: anular o aumento de impostos sobre os combustíveis (gasolina e especialmente diesel), agendado para 1º de janeiro.
“Não tomamos as decisões antes” das reuniões com os representantes desse movimento e das partes, já que “vamos recebê-las para conversar”, disse Griveaux hoje de manhã, em entrevista à emissora “France Inter”.
Os “coletes amarelos” continuam hoje as suas ações de protesto em rotatórias, estradas e acesso a complexos petrolíferos em várias partes do país, incluindo um bloqueio da fronteira com a Espanha em Le Perthus, que decorreu de madrugada durante várias horas.
O prefeito do departamento dos Pirineus Orientais explicou, pouco antes das 8h locais (5h em Brasília), na sua conta no Twitter, que tinha levantado esse bloqueio.
Na Bretanha, o prefeito de Finistère anunciou nesse domingo (2) restrições à venda de combustível para lidar com os problemas de abastecimento devido aos bloqueios nos depósitos de distribuição em Lorient e Brest. Com informações da Lusa.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO