Fim do horário de verão: como se adaptar à mudança

  15/02/2019 - 7:19

O horário de verão chega ao fim neste sábado. Quem vive nos dez Estados e no Distrito Federal onde os relógios tiveram de ser adiantados há pouco mais de três meses, deve agora fazer o contrário e atrasar os ponteiros em uma hora à 0h de domingo.

Pode parecer uma mudança pequena, mas ela pode afetar o funcionamento do organismo e ter impactos sobre o nosso bem-estar e saúde, explica o médico John Araujo, professor titular de Cronobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“As pessoas pensam que vão ganhar uma hora, acabam ficando acordadas uma hora a mais e perdem o controle do horário de ir dormir. Acabam dormindo menos de sábado para domingo e de domingo para segunda-feira”, diz Araujo.

Araujo explica que o sono tem um “efeito reparador” para o nosso corpo, principalmente para o cérebro e que o acúmulo de deficit de sono tem “os mesmos efeitos de estar embriagado”.

“Afeta nossa capacidade de atenção e concentração, reflexos e destreza motora e aumenta a chance de haver acidentes”, afirma o médico.

Mas como minimizar esses efeitos e “atrasar” também o ritmo do corpo, acostumado desde 4 de novembro do ano passado com dias que amanhecem e anoitecem mais tarde?

O Que Fazer Para Se Acostumar À Mudança De Horário?
A boa notícia é que é mais fácil se adaptar ao fim do horário de verão do que ao começo, explica a neurologista Andrea Barcelar, presidente da Associação Brasileira do Sono.

“Também é assim quando viajamos. É mais simples se acostumar com um novo fuso horário e dormir mais tarde quando vamos para oeste, rumo aos Estados Unidos, por exemplo, do que dormir mais cedo quando vamos para o leste, na direção da Europa”, diz Barcelar.

A melhor forma de atenuar as consequências do fim do horário de verão, explica a neurologista, é adaptar o corpo aos poucos à mudança de horário, antecipando o momento de ir dormir dia a dia. “Nosso corpo leva cerca de dois dias para se ajustar a uma mudança de 15 minutos, então, para 1 hora, seria necessária uma semana”, diz Barcelar.

Mas quem não se antecipou ainda pode seguir outras recomendações:

Desacelere: não programe muitas coisas à noite no fim de semana e, se possível, escureça a casa. “A claridade inibe o sono. Se você estimular um sono precoce, vai estar mais desperto na segunda-feira”, diz Araujo. Desligue as telas: a televisão, o computador e o celular devem ser evitados. “A luz azul na retina atrasa a produção de melatonina (o hormônio do sono)”, explica Barcelar. Uma alternativa é instalar aplicativos no celular e no computador para filtrar e diminuir a luz azul durante o período noturno. Evite atividade física à noite: fazer exercícios ativa o sistema nervoso central, o que nos deixa excitados e dificulta dormir mais cedo. Jante leve e mais cedo: adiante também em uma hora a última refeição, que não deve ser pesada e feita no máximo duas horas antes de deitar para não ir dormir com o estômago cheio demais.

Seguir esses passos é uma forma de fazer um “ajuste manual” em nosso relógio biológico, nome dado aos mecanismos usados por nosso organismo para ditar o ritmo do corpo em compasso com ciclos de 24 horas. “Isso é fruto da evolução, uma reação aos eventos geofísicos da rotação da Terra”, diz Araujo.

Fonte:G1 / Foto:Divulgação

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