São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Segundo promotor, investigados receberam propina para favorecer a contratação e o pagamento de empresas terceirizadas.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpre 12 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira (1) em São Leopoldo, Porto Alegre e Florianópolis, em Santa Catarina. A operação apura crimes de corrução e lavagem de dinheiro na contratação de empresas para uma autarquia municipal em São Leopoldo, no Vale do Sinos.
São investigadas nove pessoas e três empresas pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e favorecimento de pagamentos pelo Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) de São Leopoldo.
O G1 contatou a Prefeitura de São Leopoldo e aguarda retorno.
Segundo o promotor João Afonso Silva Beltrame, três ex-funcionários do Semae receberam propina para favorecerem a contratação e o pagamento de empresas para a realização de serviços gerais, de limpeza, zeladoria e segurança entre o final de 2014 e o início de 2016. Um dos funcionários do Semae recebeu mais de R$ 1,5 milhão de empresas, de acordo com o MP.
Beltrame disse ainda que a renda declarada dos investigados, que eram servidores do Semae, não era compatível com as movimentações financeiras na época, o que sugere pagamento de propina.
“Há, ainda, indícios de que para ocultar a origem das propinas recebidas, foram realizadas transações financeiras simuladas, ocorrendo, assim, o crime de lavagem de dinheiro. O total de valores e do prejuízo ao Erário será calculado a partir das informações coletadas nos cumprimento dos mandados de busca e apreensão e demais diligências realizadas”.
Fonte: G1