Secretaria de Estado da Saúde diz que vai apresentar respostas dentro do prazo solicitado. Em setembro, emergência da unidade foi evacuada após princípio de incêndio.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu inquérito para apurar a falta de um plano de segurança contra incêndios no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis. A investigação foi aberta na quinta-feira (3) e a Promotoria de Justiça deu o prazo de 10 dias para que o estado se manifeste. A Secretaria de Estado da Saúde disse em nota que vai apresentar as respostas dentro do prazo solicitado.
Vistorias e plano
A falta de um plano de segurança já tinha sido constatada pelos bombeiros durante vistorias em abril e julho desse ano, quando o hospital foi notificado e multado. Na época, os bombeiros também encontraram extintores de incêndios vazios e fora do prazo, bem como saídas de emergência trancadas, entre outros problemas.
O plano contra incêndios, segundo o gerente de fiscalização Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Fernando Hayashi, é indispensável para o funcionamento de uma edificação do porte do hospital. “Não havendo esse plano, você também não consegue a emissão do documento para utilizar a edificação”, explicou.
O plano de segurança poderia ter sido acionado em 24 de setembro, quando um princípio de incêndio atingiu o hospital. As chamas começaram numa sala de equipamentos eletrônicos e foram rapidamente controladas. Mas a fumaça acabou se espalhando para outros setores – inclusive para a emergência, que teve de ser evacuada.
Isso, segundo o arquiteto, poderia ter sido evitado. “O correto é que ele tenha um sistema para direcionamento dessa fumaça. Nós temos escadas protegidas contra incêndio, portas corta-fogo. Então todo o planejamento do sistema vai abarcar esses sistemas de prevenção para evitar que a fumaça se espalhe na edificação”, disse Hayashi.
O Ministério Público ainda fala que no Hospital Celso Ramos também falta o habite-se, um documento em que se atesta que o local tem condições de segurança.
Até semana que vem, a Secretaria da Saúde precisa apresentar as providências que tomou para regularizar a situação. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina informou que as informações solicitadas à corporação serão repassadas ao MP e à Secretaria, conforme prazo do inquérito.
Fonte: G1